Da classe média escravizada

Esse computador aberto

Livro estranho , ser piscante

Acena-me com luzinhas

As estrelas de um espaço infinito

Que a máquina de mensagens navega

Qual nave interestelar

Esperando qualquer resposta

Sobre qualquer assunto

Esticado, disforme, como a loucura

Infinito como Deus

Nada faz sentido

embora  tudo seja maior do que o seu entendimento

Mesmo para mim

Que sempre me senti um invasor nas festas e pátios de escola

Que carrego a expressão inata de quem entrou pelos fundos

(No reino do sorriso obrigatório, eu me esqueço muitas vezes de sorrir)

Posso me explodir e diluir-me nesse mundo

Só é preciso calma e coragem

Mas é preciso testar as luzes

É preciso passar o som

É preciso vestir certo

Falar errado (mas adequado)

Ter cor, corpo, corte de mercado.

E Eu?

Novamente no pátio!

E Eu?

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