Porque o Grupo Matriz deve responder por seus erros (ou cultivando justiça para colher cultura)

Na última sexta feira, dia 28 de maio, recebi do senhor Marcos Corrêa,  produtor responsável pela agenda do Grupo Matriz a seguinte mensagem por email: “Pedro, dia 02 não vamos pode faze RO (sic) Paulinho Guitarra, só vi agora no release que começava nesse dia.  Nessa quarta não rola, é véspera de feriado e já tem festa fechada desde maio. Desculpa”

Eu, Pedro Rios Leão, ocupo, na função de produtor, o espaço da casa noturna Pista 3, pertencente ao Grupo, desde o dia 5 de maio de 2009, SEMANALMENTE.  Assombrou-me, de imediato, a naturalidade com a qual o email foi mandado, apenas CINCO dias antes do evento, depois de ampla divulgação.

Fiquei chocado com o tratamento dispensado à mais de um ano de trabalho árduo, com o desrespeito ao público,  ao artista, ao conceito de projeto e da produção.

Fiquei triste de saber, que construí uma identidade e me dediquei a fomentação de uma veia cultural para ser dispensado, da maneira mais desrespeitosa possível, e como se a vontade do Grupo Matriz e de seus sócios fosse soberana e inquestionável perante o senso de justiça entre as pessoas, sobre os deveres e direitos que protegem toda relação comercial.

Fiquei surpreso ao ver que um grupo que eu considerava consciente e capaz, julga pertinente impor de forma arbitrária ao público, que há mais de um ano está acostumado a frequentar aquele espaço, nessa data, para ver música instrumental de alta qualidade, uma expulsão do mestre Paulinho Guitarra, em favor do evento “Rebolation Party”. (Gostaria de afirmar que não faço nenhum juízo de valor, só ressalto a distância entre os projetos)*.

Porém, o que me levou realmente à revolta e a uma postura belicosa foi descobrir, durante toda discussão subsequente, a incapacidade do Grupo Matriz em assumir os próprios erros, e logo, a frequência endêmica desses erros.  Me revolta descobrir que o Grupo Matriz se vê no direito de agir como lhe convier, certo de impunidade por se apoiar em seu peso político, no monopólio de nicho que exerce, e na postura ameaçadora de seus sócios frente a críticas e cobranças.

O senhor Sócio Diretor Do Grupo Matriz (figura conhecida), em extrema arrogância, classificou o problema como ” um frequente revés de mercado”. Chuva é um revés de mercado. Acidentes elétricos ou hidráulicos podem ser revezes de mercado. Marcar dois eventos na mesma data e eliminar um deles, sem nenhuma compensação, de acordo com a sua pretensão financeira é um dano real (financeiro e midiático) e um brutal desrespeito com artista, produção e público.

Eu, em justificada indignação, ao enviar a primeira proposta de acordo, passei a ser sumariamente ignorado. Meu acordo pouco visava compensação financeira, apenas queria garantir a sobrevivência do projeto e a justiça dentro dessa relação comercial que havia se tornado francamente hostil.  Nenhum tipo de contraproposta, crítica, ou ainda simples retratação foi apresentada.

Nesse ponto eu comecei a ser desmoralizado e intimidado pelo próprio Senhor Sócio Diretor Do Grupo Matriz (que até então não havia se pronunciado). Daí para frente  é simplesmente triste observar os expedientes de negociação utilizados pelo sócio do Grupo Matriz. E por motivos óbvios, minha preferência sempre foi pela negociação. Assusta-me ter que enfrentar gente tão mais influente do que eu.

O  Grupo ainda tentou cooptar o Paulinho Guitarra, oferecendo diversas propostas (nenhuma em que a Matriz reconhecesse seu erro), me excluindo da produção que eu havia concebido sob acusações de  “postura belicosa”, “ameaça de processo” e de reação desequilibrada. Ora, a reação foi proporcional ao dano, na minha primeira cobrança, que simplesmente visava a manutenção segura do meu trabalho. Após isso eu recebi somente intimidações e não críticas e contrapropostas. Se houve postura belicosa é porque houve agressão Se haverá processo, é porque existe razão (amplamente lamentada) para tal.

E um dos principais argumentos do Senhor Sócio Diretor Do Grupo Matriz era de que isso já havia acontecido inúmeras vezes, com inúmeros outros produtores, e ninguém nunca havia reagido dessa forma. Portanto, se era isso que fazia o Senhor Sócio Diretor Do Grupo Matriz considerar a sua vontade acima dos direitos de quem o cerca, eu achei necessário “reagir dessa forma”.

Não comecei a trabalhar com produção cultural, com música instrumental no meio da semana, visando o enriquecimento.  Trabalho com produção cultural por amar o talento e a arte que afloram nos músicos e criadores da minha cidade. Trabalho com produção cultural porque sonho em contribuir para um cenário onde o artista possa se desenvolver e se expressar com liberdade e respeito. Portanto, nenhum projeto que eu possa criar, nenhum artista que eu venha a descobrir, é tão importante no processo de construção desse sonho quanto uma postura firme no combate aos desmandos de um Grupo que usa seu poder (construído em cima de tantas parcerias, com gente igualzinha a mim) para intimidar, atropelar e maltratar quem ele julga necessário.

Devo processar o Grupo Matriz porque felizmente a minha legislação discorda da supremacia da vontade do Senhor Sócio Diretor Do Grupo Matriz

Devo processar o Grupo Matriz na esperança de que outros não se deixem abusar.

Devo processar o Grupo Matriz porque mesmo que eles sejam capazes de me prejudicar ainda mais (e eu, sinceramente, não posso acreditar que sejam) eu não fui criado para aceitar abusos e arbitrariedades.

Enfim, devo processar o Grupo Matriz, porque se eu tivesse que escolher entre ser um produtor cultural “bem relacionado” covarde e deixar de ser um produtor cultural para ser um homem que luta pelos seus direitos, eu faria minha mãe se orgulhar de mim.

Felizmente continuo digno, combativo, honesto e produtor cultural.  Já o Grupo Matriz…

Eu não sou um cruzado e meu objetivo não é “destruir” o Grupo Matriz, apenas obriga-los a uma reavaliação de sua postura. Seria uma lástima, um crime contra o Rio, se atual soberba e má gerência dessas pessoas acabasse por fechar tantos espaços que poderiam ser usados, de fato, para fomentação de cultura, e não como mero reprodutor de um entretenimento de massas, pelo afã financeiro de seus sócios.

Esse texto é um manifesto, um desabafo. Peço, aos amigos, aos artistas, e aos produtores que se manifestem, sem beligerância, no sentido de fazer o Grupo Matriz mudar sua postura, e ao menos, assumir seu erro e se retratar perante o dano causado a imagem do Paulinho e, diretamente, ao meu trabalho.

Esse manifesto é para que ninguém mais se sinta humilhado e impotente por querer produzir arte com tratamento justo no Rio de Janeiro.

Por favor, compartilhem, levantem o debate, defendam o Grupo Matriz se for o caso, mas não deixem essa questão passar em branco.

Gostaria de expor aqui toda a troca de emails que envolve o episódio, mas fui alertado pelos meus advogados que a constituição garante direito de “sigilo de correspondência” ao Senhor Sócio Diretor Do Grupo Matriz.

Quem tiver qualquer dúvida sobre como isso ocorreu, que possa colaborar para o debate, eu posso aqui, nos comentários, esclarecer inclusive usando as próprias palavras do Senhor Sócio Diretor Do Grupo Matriz, que incluem pérolas como “se liga” “ninguém nunca me encostou na parede antes” e “se você quiser continuar a sua carreira de produtor…”

* Só para mostrar como gira o mundo: Quando eu falo que não há juízo de valor, eu REALMENTE quero dizer que a distância entre os projetos, quando me refiro a rebolation party, está só no conceito entre música instrumental ao vivo para festa de viés pop. Não me refiro mesmo a qualidade, e ontem (2/06) descobri que entre os produtores da festa está minha ex-namorada, pessoa pela qual eu tenho imenso carinho e respeito, e que, se tivesse tido sua festa tomada há 5 dias do evento, seria tão vítima quanto eu.

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116 Respostas para “Porque o Grupo Matriz deve responder por seus erros (ou cultivando justiça para colher cultura)

  1. Sinceramente, achei um pouco baixo o desenrolar dessa história por parte do grupo Matriz. Não que eu queira atacar alguém, só esperava um pouco mais de uma casa que, em teoria, apoiava um pouco mais de cultura dita “alternativa” e tinha criado um ambiente muito, mas muito interessante de música ao vivo.

    O povo do Rio ainda não se deu conta no quanto faz falta um espaço para valorização e exposição de artistas emergentes (como era os eventos do Paraphernália e Rabotinik) como para os então já consagrandos (estamos falando do sr. Paulinho Guitarra, da banda do sr. TIM MAIA, pelo amor de deus…).

    Decepção. Espero que essa palavra doa ao grupo como dói a quem tinha uma grande expectativa do evento.

  2. já é conhecido esse desrespeito com os prestadores de serviço e essa mercenarice. Boa Sorte.

  3. Quanta falta de profissionalismo do Grupo…

  4. Faço de MP minhas palavras e complemento:

    “Jabá pouco meu evento primeiro”

  5. Nem aí pro Grupo Matriz. Por mim fecha tudo. Bando de maleta.

  6. Sim, é um desrespeito a Paulinho Guitarra. Vou botar o link pra tua história no meu blog, e se o Grupo Matriz quiser dar a sua versão…

    abs

    • Muito Obrigado,

      Antonio Carlos, Tudo que eu mais quero é que o Grupo Matriz se manifeste. Não escrevi esse texto para agredir ninguém, mas porque acredito que o debate é urgente.

      PS: Sempre fui fã do seu blog, e foi uma honra para mim que no ano inteiro de temporada do paraphernalia tenha sido você o jornalista a nos tratar com mais carinho

  7. Lamentável, desagradável e grossiro o modo como fomos avisados do cancelamento e a falta de humildade e profissionalismo em reconhecer o proprio erro.
    Errar é humano, persistir no erro é….(completem)

  8. O mais triste é ter percebido que, infelizmente, este grupo tomou conta de praticamente todos os eventos que abrangem (ou, abrangeriam) a divulgação e propagação da cultura alternativa no Estado do Rio de Janeiro. Ver que, se eu quiser ir a um evento do tipo, estou praticamente atada ao grupo. E então, em desrespeito ao seu público, que é fiel, eles fazem isso.
    Uau, hein. Isso que é profissionalismo.
    Sem contar a minha mágoa (pessoal, assumo) de que não confiram o background de alguns de seus produtores contratados. Você, uma pessoa que eu conheço há ANOS, é uma pessoa super honesta e com um senso de justiça proporcional a tal. Mas bem sabemos que, pra cada Pedro Rios Leão, existem, no mínimo, 5 pessoas da escória.
    Assumir compromissos profissionais não é capricho e nem escolha. É obrigação.
    O fato de que um seja “subordinado” ao outro não implica na falta de obrigação para com o empregado.
    Sem contar que, esta postura de ignorar e depois de ameaçar e desrespeitar é não só ofensiva ao extremo como deveras deselegante.
    Uma decepção para nós.

  9. Pedro, você sabe que eu sou um porco capitalista de marca maior, e portanto vou dar uma resposta típica do bandido imperialista que sou.

    É totalmente injusto. No momento em que a casa marcou qualquer tipo de evento envolvendo a sua programação, você deveria ser, no mínimo avisado com semanas de antecedência. O correto mesmo seria consultar você sobre a possibilidade de marcarem algo no dia em que você realiza seu trabalho, e se você não concordasse, então que marcassem o outro evento para outro dia.

    A atitude do Grupo Matriz apenas reflete uma tendência infelizmente popular entre o nosso povo, não é mesmo? A tendência do “eu posso, problema do outro.”

    Fico muito triste e para falar a verdade, altamente revoltado com contínuas demonstrações da falta de respeito que domina nossa sociedade.

    Respeito é um atributo que simplesmente transcende qualquer tipo de sistema econômico ou social, mas que infelizmente é o que mais falta nesse país. Para usar um termo bonito e da moda, o “bullying” setorial neste país me deixa completamente PUTO.

    Boa sorte, meu amigo, com qualquer que seja seu caminho, mas fico menos preocupado ao saber que capacidade você tem de sobra.

  10. Muito abuso de poder mesmo, e eles fazem isso porque basicamente tem o monopólio desse mundinho indie carioca.

    E nada contra a “Rebolation Party” ou whatever, mas foi sensacional pra ilustrar como “Money makes the world go around”. :/

    Tomara que se retratem (de preferência publicamente), principalmente pelo tratamento, reação e “ameaças”. Abuso de poder é foda (a foto do início do post não poderia ter sido mais adequada)…

  11. Admiro imensamente o trabalho que você vinha fazendo às quartas no Pista 3. Lamento muito a interrupção do projeto.
    Imagino que para o Grupo Matriz ele sempre tenha sido bem-vindo já que ocupava um dia normalmente vazio, ainda mais na casa em questão.
    Lá assisti à apresentações sensacionais, inclusive conheci o trabalho do Paraphernália. É uma pena que algumas pessoas (como eu) só se lembrem de elogiar quando alguma tragédia acontece.
    Sempre assumi uma postura de divulgadora do evento mesmo sem pedir autorização ou agradecimentos.
    Não duvido nada da história que você contou e não assumirei nenhuma postura além da de divulgar o que soube por aqui e de manter os olhos bem abertos.
    Sugiro que você nos mantenha informados sobre o desenrolar dos acontecimento, desse modo você não vai nadar sozinho nessa maré braba.
    E estou louca de curiosidade de saber o resto da última frase do seu post.

  12. tá encaminhado esse texto pra todos os meus contatos. pena, pedro. mas desiste não.

  13. Sou produtor, trabalho com o Grupo Matriz e isso me preocupa.

    Não há melhor forma de agir como essa.

    Lhe parabenizo pela ação e peço, impreterívelmente, que continue exprimindo seu trabalho cultural.

    Por favor, prolongue-se nisso!

    Grande abraço.

  14. Não nos conhecemos pessoalmente, mas conheço seu trabalho “por aí”.

    Não sou “profissional” da noite. Faço alguns pequenos eventos que não tem caráter cultural, mas somente de entretenimento, como a Festa Barrados No Baile e, a mais recente, Festa de Casamento.

    Ambas acontecem no Cinematheque, que é outra casa do Grupo Matriz, e apesar de, na minha opinião, ter uma excelente relação com o pessoal do Grupo, devo concordar que algumas situações de fato não são bacanas.

    Não sei detalhes do problema entre vc e o Grupo e com certeza seria interessante ouvir o outro lado, que deve ter argumentos importantes. Sempre tem.

    O fato é que já passamos algumas situações semelhantes de alterações de datas, que geram transtorno para todos. Felizmente o problema não evoluiu e foi contornado, mas acho importante que haja sim um movimento de valorização dos eventos/produtores/artistas em prol de toda a cena.

    Espero que o Grupo Matriz possa apresentar seus argumentos e que, no final, todos possam trabalhar pelo fortalecimento de ambos os viés da noite: o cultural e o comercial.

  15. Caro Pedro,

    Antes de tudo, um abraço deste sumido. Sabe como é, casamento, trabalho, barriga crescendo (a minha, não a da minha esposa)… Acontece.

    É por conta de tratamentos similares dispensados a pessoas que fazem a produção cultural por prazer e apoio à cultura alternativa que decidi há anos me afastar definitivamente deste tipo de trabalho. Acho louvável o que você tem feito e ao mesmo tempo fico assoberbado com a quantidade de horas que você dispensa para tal.

    Retire-se destas discussões abertas, isso não agregará mais nada. Resolva tudo o que deve ser resolvido na justiça pois o Grupo Matriz produziu provas contra si mesmo, sem quaisquer artifícios. É simples, causa ganha. E quem sabe, depois que um “grande” levar uma “pancada”, os outros produtores, donos de casas de eventos ou grupos de produção que fazem o que bem querem e entendem, talvez pensem duas vezes antes de continuar com estas práticas arcaicas e ditatoriais.

  16. Mauricio Perninha

    Faz uns três anos eu decidi, também por amor a Cultura e a Música, produzir eventos e festas aqui no Rio de Janeiro. Amo minha cidade mas sentia falta de projetos culturais como o que você estava desenvolvendo ali na Pista 3.

    Faz dois eu desisti completamente do assunto. E o Grupo Matriz é grande responsável por isso.

    Primeiramente, dada a quantidade e variedade de casas que eles possuem, entrei em contato com eles. Não havia proposta minha que não tivesse uma contra-proposta abusiva por parte deles. Como em qualquer monopólio, eles sabiam que eu não tinha muitas opções e tentavam arrancar da produção tudo o que podiam. Como na foto que ilustra seu post.

    Finalmente me cansei de tentar negociar com eles e procurei a concorrência. Aí então encontrei resistência deles na hora de fechar com artistas do Grupo para se apresentar em meus eventos e, pasmem, até para panfletar na rua, em local público, próximo às casas do Grupo.

    Não bastasse essa enorme barreira de mercado imposta à mim, descobri algo ainda pior: a dita concorrência segue os mesmos passos e políticas abusivas, uma vez que são a única alternativa. Chegam a comparar preços de aluguel com os do Grupo Matriz (“mas aqui você pagará 100 reais a menos”) ou achar que seu sistema de som é adequado porque é do mesmo nível sofrível usado nas casas do Grup Matriz.

    Eu desisti amigo. Mas não tenho 10% do talento e paixão por esse trabalho que você tem. Não desista. Se precisar de apoio para continuar com os projetos, ficarei feliz em poder ajudá-lo e voltar à luta. Sonho com o mesmo Rio de Janeiro capital cultural do Mundo que você!

  17. Sem palavras para tamanho desrespeito.
    A minha banda já sofreu algo do tipo (cancelamento do show na véspera), com respostas vagas da produção, que sintetizam o mesmo fim: a casa não quer fazer o show aquele dia e pronto. Azar do artista.
    Estamos do lado do Paulinho Guitarra, e contra esta postura peremptoriamente arbitrária e arrogante.

    • Poxa, Donati, Muito obrigado.

      Eu realmente só espero estar contribuindo com um precedente para as próximas vezes os produtores estarem mais conscientes dos seus direitos e menos assustados em cobra-los.

      Agradeço a sua atenção, e se você pudesse contribuir espalhando o debate, para que isso tenha, pelo menos uma resposta. Eu ficaria muito muito grato.

      Não sei como funcionam as coisas em São Paulo, nunca trabalhei por aí, mas aqui no Rio nós ficamos reféns desse “modus operandi”.

      O Paulinho merece essa atenção.

      Abraços.

  18. muito boa e corajosa sua iniciativa de denunciar esse tipo de coisa. não é a primeira vez que o grupo matriz age assim, é um absurdo e ao mesmo tempo uma burrice. ao invés do fomento do meio cultural preferem o critério do dinheiro! sou músico, já toquei diversas vezes nestas casas e coloco aqui o meu repúdio a essa postura do grupo.

  19. cara, vai fundo! acho que é momento de alguém constestar o GM, não só pelo que te aconteceu (a razão é sua), mas por outros absurdos administrativos recorrentes das casas do grupo, e que são sinais de uma postura de quem se acomodou com um quase monopólio, como vc tb apontou.
    – ficar 2hrs numa fila para pagar e poder sair de um estabelecimento, pq só há um caixa atendendo?
    – banheiros que nunca são limpados ao longo dos eventos, nos colocando em ambientes insalubres?
    – seguranças que quebram cadeiras em convidados?
    – equipamentos de som de PÉSSIMA qualidade?

    ahhh, como essa lista continua.

  20. meu amigo peter river, desculpa já começar um comentario no seu blog tendo que dizer uma boa verdade sobre A CIDADE do RJ

    a grande verdade eh que TODOS que frequentam e deram apoio ao “todo poderoso grupo matriz de entretenimento” e suas festas “róque playboy”, as quais graças a odin, thor, zeus, hades, eu nao ponho meus pés ha alguns anos ( e quando punha era sob coaçao de namorada XD ), sao os grandes responsaveis pela “zona sul” do RJ ser dominada por eles

    muitos poderes, grandes responsabilidades, como dira tio ben parker, soh que quando se é “hype” nessa cidade, tem-se o rei na barriga, e infelizmente eh isso: paulinho guitarra, que sim, conheço de quem se trata, nao esta na crista da onda pra “zuventudzi lindza, tudu dzi bom”, entao, eles VAO botar quantas rebolations party eles quiserem na data que quiserem e te avisando, logo vc , que TRABALHA com eles, com 24hrs de antecedencia, se assim for melhor pro profit no fim do dia

    sorry amigo, mas EH isso
    e te digo mais, a culpa “nao eh deles”, eh da forma de pensar da “zuvetudzi” carioca, eles soh exploram esse nicho

    bj na sua testa meu querido leonino XD

  21. O mercado de eventos no RJ ainda é muito precário, é uma pena que ser produtor num país que é referência cultural no mundo todo, seja tão difícil.

  22. Acho uma insensatez sem tamanho culpar o público pelo monopólio, caro Daniel Croce. É como aquele velho papo de que “os políticos são corruptos porque o povo é burro”. Uma coisa não justifica a outra, simples assim, e um boicote geral à maior parcela do que há de interessante na noite carioca me parece uma ideia no mínimo absurda.

    Isto posto, discordo de mais um comentador, M., lá em cima. Ela se referiu aos produtores como “subordinados” à casa, um engano muito frequente, pelo que já observei, e perigosíssimo quando cometido pelo próprio produtor. A questão é muito simples: eles alugam um local para nós realizarmos um evento. São prestadores de serviço. Tendo isso em mente, não é difícil concluir a grande inversão de valores que acontece na frase de M.

    • De lembrar que os contratos (de aluguel – melhor dito, ou de prestação serviços (?), foram feitos para serem cumpridos!!!
      E somente casos fortuitos permitem a quebra!

    • Cara Letícia, você acabou de servir como prova testemunhal favorável à causa do Pedro Rios. A defesa judicial do Grupo Matriz será que o contrato estava na fase de tratativas – a nao ser que haja algum documento escrito – e que a fase de tratativas nao vincula os contratantes. Já nos contratos do Direito do Consumidor, a fase de “tratativas” vincula sim os contratantes, devido à vulnerabilidade de uma das partes (o consumidor). Ao caracterizar o Grupo Matriz como prestador de serviços, você ajudou o Pedro Rios por tornar evidente ao Juiz de Direito a necessidade de aplicação do Código de Defesa do Consumidor, e não o Código Civil. Não se trataria de uma relação de empresário-empresário, mas sim de prestador-consumidor. Ainda sim, vale lembrar que no novo perfil constitucional do Direito Civil privilegia a eticidade nos contratos, o que torna a fase de tratativas idônea para ensejar indenização, caso haja prejuízo. Basta prová-lo. Mas você fez ainda melhor: não precisa sequer provar o prejuízo, porque se trata de relação de consumo, por isso o prejuízo é presumido… 😉
      Clap, clap, clap.

      Foi puxar o saco do patrão e se f*.

      Risos.

      Só para aumentar a lista de ilegalidades do Grupo Matriz, agora na seara criminal, o que dizer das pessoas que são privadas de sua liberdade de ir e vir porque perderam suas comandas?
      A única privação de liberdade por dívida civil, no Brasil, é o não-pagamento de alimentos.

      Ao invés de pegarem os dados das pessoas para cobrar-lhes a “multa” por perder a comanda no dia seguinte, priva-se o indivíduo de liberdade. “Só sai daqui quando pagar R$ 200,00.”

      Aliás, esse é o único contrato de adesão com cláusula penal tácita no Direito brasileiro – porque nem escrito isso vem na comanda. Claro, se viesse escrito, o Grupo Matriz estaria fazendo prova contra si.

      Boa sorte!

      • Caro senhor personagem de Street Fighter,

        Não falo “legislês” e, honestamente, não entendi quase nada do seu comentário. Entendi menos ainda quando você julgou que eu tivesse ido “puxar o saco do patrão”. Você estava querendo insinuar que eu seja funcionária do Grupo Matriz? Ou do Pedro?

        Bem, se tem alguma utilidade esclarecer, não sou empregada de nenhum dos dois. Produzo eventos, inclusive em casas do Grupo Matriz, e estou do lado do meu amigo Pedro neste caso de – não sei qual é a lei, mas chamo “falta de respeito” e outros termos leigos, como leiga que sou.

        Não sei se você não entendeu o meu comentário tanto quanto eu não entendi o seu, se queria polemizar ou meramente gastar o seu vocabulário especializado.

        Mas, se servi como prova testemunhal para o Pedro, como você disse, fico feliz.

    • Vocabulário especializado? É o bom e velho português que você nunca chegou a conhecer.

      Quem fica usando jargão aqui (“Isto posto”), esse tipinho esnobe de mau português, é você.

      Vou mastigar pra você, que tem problemas funcionais com sua alfabetização: com sua opinião você defende o Grupo Matriz, porque acusa o M. de “inverter os valores”. (suas palavras)

      Só que você defende caracterizando o seu defendido, Grupo Matriz, como prestador de serviços. E isso torna tudo mais fácil para o Pedro Rios. Logo, seu comportamento é contraditório, não pode ser intencional, a não ser que você seja muito louca mesmo.

      Espero que se você não sabe/pode/consegue opinar, se limite a ficar calada, e não a tentar desqualificar meu português. Argumentozinho ‘pro forma’ de quinta categoria 😉

      Sucesso nos eventos.

  23. Pingback: Porque o Grupo Matriz deve responder por seus erros (ou cultivando justiça para colher cultura) | Movie Reviews & Film Critics

  24. Fala, Pedro. Meu site é sobre literatura e ainda está em semana de poesia, hehe, então não sei se vai dar pra divulgar por lá. Mas vou mostrar pro maior número de pessoas que puder. E vou dar uma divulgada boa na postagem pelo twitter. Vacilo mesmo o que fizeram!

    Abraço.

  25. os capazes, realizam, os invejosos, denigrem. e assim o mundo gira.

  26. Amo o Rio de Janeiro, acima de tudo.
    Nós cariocas, nascidos no Rio ou não, devemos fazer alguma coisa pelo nosso maior patrimônio que é a música brasileira.
    È um absurdo, o descaso e a falta de profissionalismo que impera em nossa cidade, em materia de espaços para difusão da arte, qualquer provincia sabe fazer melhor que nós.
    Como a terra que inventou o samba e bossa nova, não possui uma casa Vinicius de Moraes e um museu do samba?
    E quando eu falo, até minha companheira diz: lá vem o P.O com seu discurso de músico fracasado …
    Cade o sindicato dos músicos, que só sabe cobrar anuidade da gente?
    Paulinho Guitarra, pensei que estava sozinho, conte comigo.
    Abraços

  27. Rogério Lengruber

    Minha experiência no grupo Matriz é assim… Se a festa não bombou na estréia o segurança da porta afugenta o público, e todas aquelas promessas de promoção em guias, mailings e portais vai pras cucuias…

    Nunca ia imaginar que ia acontecer descaso semelhante com vc, que lotou muita noite naquele Pista3… Triste…

  28. ate a galera parar de achar maneiro lotar as casas do grupo matriz pra dançar funk, hip hop, dance e coisas que de alternativo nao tem nada, essa porra vai conitnuar assim. as boates com aquele aspecto imundo, infraestrutura péssima, troca de festa da noite pro dia como quem troca de roupa e a fila pra pagar atravessando a pista de dança é coisa inaceitável. esquecem eles que com qualidade o dinheiro vem com mais força. já parei de frequentar tem 2 anos e raríssimas vezes apareço por essas casas.

    • Eu entendo o seu sentimento quase como uma rivalidade entre times, e quase sei o que é.

      Porém, não acredito que o gosto musical dos frequentadores seja a questão, muito menos causa dos problemas advindos de má administração.

      O problema foi uma atitude direta de um dos sócios. E da idéia de que com o argumento de “você estará fechando suas portas para o Grupo Matriz” eles podem fazer qualquer coisa.

    • As famosas filas na entrade e na saída servem para dar impressão que o lugar está bombando e segurar o povo lá dentro e tirar mais um extra de consumação de quem é obrigado a ficar no lugar até conseguir pagar, respectivamente. Nada é sem razão…

      • Mas vale observar que apesar de todas as críticas, o público continua frequentando e comprovando que eles podem sim fazer qualquer coisa…

  29. o que está em jogo é algo além da postura do grupo matriz: é seu monopólio do espaço alternativo noturno carioca.
    o comportamento do grupo, apesar de errado, é normal em situações de monopólio como essa.. não creio que será um processo que fará com que eles mudem a postura. isso tem de ser resolvido com a divisão da empresa ou com a entrada demais empresas no ramo.

    • Ou com um processo cada vez que eles se acharem no direito de atropelar um produtor.

      Aí eles aprendem que, como meter o dedo na tomada dá choque, violar os direitos alheios dá processo.

      Mas concordo que mais empresas devem entrar na brincadeira.

    • Também acho que nada vai mudar. Até porque, como já foi comentado, o resto do mercado é do mesmo quilate… Mas desejo sucesso com o processo.

  30. Bem-vindo ao clube do time is money. Bullshit!

  31. Eu sou a favor de processos coletivos!!!! Monopólio escroto do G.M. por sso vamos todos pro Hotel Paris no sábado!!!! HEHEHEHE!!!
    Coca Cordial no GM!!!!

  32. Pedro, não acredito que fizeram isso… Realmente é um absurdo que se achem donos do mundo e com certeza o que você está fazendo é de se bater palma em pé.
    Poucos têm a coragem, como você bem disse, de defender os próprios direitos (e eventualmente ajudando para que situações assim não se repitam), mesmo que isso possa chegar a significar um “final de carreira”.
    Intimidações e ameaças só servem a seu favor para demonstrar a esses canalhas que se fazem passar por interessados na cultura emergente que até mesmo os grandes e “poderosos” também podem cair e “quanto maior a altura, maior a queda”.
    Você tem todo meu apóio, mesmo que não possa dar mais do que isto.
    Força amigo!

  33. Fala guerreiro!!!!

    Talento tu tem se sobra!!! Amor ao trabalho também… Mas como já foi mais que falado aqui, o que pega é esse monopolio da noite dita “alternativa” carioca…

    Por mais que tenhamos gostos musicais diferentes, tenho PROFUNDA admiração pelo seu trabalho e empenho… Não desista!

  34. Parabens pela atitude, alguem tem que desmantelar o nicho e esse modo de vida lixo de ratos num hambiente de abdução do habitat . Pode ter certeza que cada um que ler isso vai ter nojo e cedo ou tarde ..cedo ou tarde ..eles não tem mais público..nem respeito..talvez eles só tenham no fim o rebolation …

    triste..

  35. Oi Pedro, acho essa discussão muito importante, é comum os produtores serem engolidos pelos empresários, donos dos espaços. Você é um cara corajoso! A maioria das pessoas nem se identificam nos comentários! Parabéns por ter levantado essa bola!

  36. É uma total falta de respeito com o artista e com a equipe de produção do evento. Mas infelizmente é assim que costuma funcionar.
    Espero que você consiga um local melhor, para a apresentação do Paulinho. Porque sinceramente, acho uma porcaria os espaços do Grupo Matriz, moro bem perto e somente uma vez fui à Casa da Matriz, e não me agradou o espaço. Fui uma vez no espaço onde funciona hoje o Pista 3 e também não gostei.
    Cinematheque, a aparelhagem de som é uma bosta, a acústica deixa muito a desejar.
    O melhor espaço do referido grupo é o Teatro Odisséia, na minha opinião particular. Acho até que teria mais a ver com o som do Paulinho. Por que você não tenta passar o show para o Odisséia?

  37. Cai dentro, cara.

    E saiba que com Matriz ou sem Matriz a cidade precisa de produtores que botam som pra rolar e que divulgam cultura pra rapazeada.
    Não temos radios que toca musica, não temos canais de musica na TV, se acabar a boa musica nos palcos estamos fodidos.

    Força aí, Pedrão!

  38. é por essas e outras atitudes que o Rio perde de 10 a zero pra Sampa. Sei que o problema em geral é o ser humano. mas esse tipo de atitude de dominância acaba escoando a cultura da cidade. e aí você bola algo, trabalha a idéia e vê que em outros lugares ela flui melhor, que há mais espaço em outras cidades, que há menos egoísmo e mais abertira…e aí tchau, morre a cultura da cidade, “alternativa” ou não.

  39. aliás, se essa opção é a alternativa, nem quero saber do default.

  40. Olá Pedro,
    não nos conhecemos mas, devido ao assunto presente, venho me expressar.
    É absurdo e abusivo o comportamento do grupo matriz, uma vez que se faz necessária a figura do produtor para que o grupo ganhe dinheiro (já q este é o único motivo pelo qual o grupo existe).
    Gostaria muito que os produtores cariocas começassem a criar dispositivos e alternativas para fugir desse monopólio escroto que é o GM. Alô Produtores! O Rio de Janeiro é mt maior que o circuito botafogo-lapa!

    Conte comigo!

  41. Que absurdo!
    Acho que essa atitude do grupo matriz foi a gota d´agua de mtas coisas desagradáveis que já aconteceram por lá. Não há um lado bom nessa história, mas o público que frequenta as casas do grupo poderá ver agora o quão pretenciosa e arrogante chegou a mentalidade do grupo.
    Eles podem até achar que podem tudo, mas ngm é nada, nesse ramo, sem público. Continue divulgando essa historia, no que depender de mim, vou ajudar.

  42. Infelizmente estamos nas mãos desses mercenários.Pedro bota pra frente esse processo para que isso pare de acontecer.Chega de cheque calção e intimidação de pseudoempresários aqui no Rio.A classe não suporta mais isso!!!

  43. Bem, Letícia, seja o Grupo contratado ou contratador, respeito e cumprimento dos deveres é algo que deve vir de ambos os lados, não é?
    desculpe a minha ignorância em confundir quem seria “subordinado” a quem, se é que se pode falar disso.

    • Não quis de forma alguma te considerar ignorante, M. Como eu disse no meu comentário, esse engano é muito comum, e acho que nós produtores deveríamos ter sempre muito clara em mente a verdadeira relação contratual aqui. Com ou sem contrato assinado, os produtores não podem ter “medo” do que vem de lá só porque eles monopolizam de alguma forma a cena. Nós damos dinheiro para as casas, nós pagamos as contas deles.

  44. Oi, Pedro. Também sou produtora, além de cantora. Já vi coisas assim acontecerem, com igual descaso. Infelizmente, a discussão acabou morrendo, assim como o processo que seria feito contra a casa de shows. Como não fui eu a prejudicada diretamente, a única coisa que faço é deixar de ir aos shows do lugar.
    Acho que devemos, sim, exigir respeito à arte. Esse tipo de coisa não pode mais acontecer!
    Abraço!

  45. Boa sorte, esse debate é importantíssimo e fortalece a nossa democracia. Boa sorte e parabéns.

  46. ABAIXO O IMPERIALISMO, vamos tomar as rédeas da nossa parcela do poder, unidos venceremos sempre, este tipo de atitude não pode ser tolerado, isto desistimula, te deixa com menos motivação, faz diminuir a chama interna, e pode acabar desviando vc do objetivo principal, mas se vc ignorar isto te da mais força pra bater de frente da forma mais inteligente: simplesmente continuar realizando o objetivo principal, assim o adverssário não consegue concluir o objetivo oculto e ele(o inimigo) pode ser apenas uma energia negativa que pode minar suas forças aos poucos, ignore.
    Eu mesmo sou um eterno combatente destes tenebrosos usurpadores, cheguei a uma cidade do interior de SAMPA, e tbm fui BOICOTADO pelo estrondoso sucesso que adiquiri, parti pra cima e me afastei um pouco para reunir forças suficientes, para uma retalhação cultural de maneira mais sonora e barulhenta possível, vou adquirir um super-equipamneto e fechar uma parceria com a prefeitura: eles me cedem palco e energia elétrica e eu levo o maior som pras periferias, coloco artistas da região no palco e me apresento tbm, acho que estarei fazendo uma revolução.
    CORAGEM PRA TODOS NÓS …
    “A verdadeira arte é uma forma de expressão, da relação interior de cada indivíduo com seu mundo interior ao mundo exterior, provocando catarzes culturais e desenvolvendo indentidades de relações pessoais com o íntimo de cada um ” – CLAUDIO CÂMARA
    http://www.youtube.com/metaphoraclaudio10

  47. “Quando não puder mais caminhar, é pq suas asas se tornaram muito grandes.
    Faça tudo para voar, agora é a hora”

  48. prezado Pedro,

    não nos conhecemos, não frequento as festas mas sou artista visual e entendo bem sua questão… a gestão da arte na cidade está em mãos indevidas, tanto de políticos que não entendem nada do tema, quanto de empresários que só querem extrair lucro explorando profissionais e consumidores.
    acho importantíssimo que vc vá em frente com o processo, que divulgue (vou divulgar tb) o debate, porque o Rio de Janeiro não pode continuar “dominado” por essa lógica arbitrária e bandida ditada pela rapina dessa turma de empresários. O poder público fica convenientemente ausente, a fiscalização se vende e quem quer trabalhar direito não tem vez! Tem uma hora que só a lei mesmo, em cima dessa corja. Boa sorte!

  49. Mandei pra geral. Mandem vocês tb.

  50. O pior é trabalhar, fazer o show e ter direito a beber só água e, cachê , que seja simbólico, nem pensar… só explora os artista o grupinho, só explora!

  51. Chega de cartel! O Grupo Matriz tem que tomar processo pra aprender. O Rio perde MUITO com a existência desses que se julgam empresários, mas que não respeitam artistas, técnicos e o público que frequenta suas casas. E o som é sempre uma porcaria. Pedro, conta conosco! Abraço e força na batalha!

    • O som de lá não é fiscalizado. Eu já passei o dia com o ouvido apitando depois de uma das poucas noites que passei lá comemorando um aniversário. E isso porque eu não aguentei ficar nas pistas e fiquei pelos corredores e anexos… gostaria de denunciar isso porque é insalubre até para quem tem a infelicidade de trabalhar naquele lugar.

  52. É como a velha fábula:

    Um carneiro está bebendo agua no rio e aí chega o lobo mais acima e tb começa a beber agua.

    O lobo vira para o carneiro e diz: -Vc está sujando a minha agua!

    O carneiro responde: -Como posso estar sujando a agua se vc está antes de mim?

    Nisso o lobo pula em cima do carneiro e quando começa a devora-lo diz: -Isso é para vc aprender a não sujar a agua dos outros!

    Moral da história: Quando vc é o mais forte, pode criar qualquer desculpa para fazer o que bem entende, não importa se isso é justo ou não!

    Assim tb é com as gravadoras, com a mídia etc..

    Mete eles no páu! Chega de bancar o carneirinho!

  53. Já operei som para diversas bandas em casas do grupo, e em quase todas é triste a condição precária dos equipamentos (quando tem!). Sem falar o mau posicionamento e enjaulamento do técnico! Ao invés de investir na qualidade e manutenção das casas que tem, parece que eles só se preocupam em abrir novos espaços.
    Vi a obra que foi feita no Pista 3 para aumentar o espaço assim que começou a rolar o Paraphernalia, mas em nenhum momento vi investimento para que a casa oferecesse condições decentes para abrigar shows.
    Quanto mais de uma banda deste porte.
    É uma pena que a maioria dos artistas independentes fiquem presas às casas do grupo, mas espero que este movimento resulte em alternativas tanto para os artistas quanto principalmente para o público.
    Pedro, não é de hoje que te falo pra procurar um espaço à altura dos eventos que você produz!
    Conte comigo para o que precisar!

  54. O que tenho a falar deste lamentavel (des)acontecimento é que estamos , nós artistas, musicos, refens de uma galera de empresarios que nao estao dando a minima para o trabalho que fazemos. Quando o Pedro me convidou para o projeto das quartas feiras, onde tive o prazer de tocar com a Paraphernalia, fiquei muito feliz pela possibilidade de tocar num espaço onde rolava um apoio a musica independente, instrumental, autoral. Fui para o estudio com os meus musicos e preparei um show, convidei musicos amigos. No entanto poucos dias antes , a diretoria da casa resolve cortar tudo, por uma outra festa . Quer dizer tive um prejuizo financeiro e moral significativo, pois muitas pessoas confirmaram a presença e tive que me retratar, quando esse papel seria da diretoria da Matriz.
    Entao, amigos artistas e publico “take care”!

  55. que xilique, bi!

    atóron escândalón! 😀

  56. Oi Pedro. O G.M. é uma zona mesmo, só continuo frequentando as festas porque não tem outra opção que me agrade. Já imaginava que trabalhar com eles seria assim, mas queria entender como você só descobriu isso agora, se já trabalha com o G.M. há 1 ano. Eles já tem essa fama faz tempo e, como Produtor Cultural por opção, você deveria ter feito um contrato que estabelecesse multa (vi num post que não tem), ou no mínimo se preparar para os riscos de se trabalhar dessa forma. Imagina se o Paulinho da Guitarra fica doente e cancela na véspera? O Grupo faz o que? Essas coisas acontecem mesmo, mas me parece que o motivo do seu post e do processo é que o G.M. tratou a situação com descaso, ameaças e desrespeito . O que me surpreende de novo. Não a atitude do Grupo, que como eu disse antes, já era de se esperar, mas o fato de você não saber que eles sempre foram assim. Ou seja, no fundo você também contrubui para a sobrevivência desse monopólio, só que pior do que eu, que pago 12 reais numa festa, você leva conteúdo e faz com que eles ganhem dinheiro até mesmo numa quarta-feira, naquele lugar horrível que é a Pista 3. A impressão que fico é que você só se manifestou porque sentiu no bolso. Cultura por Cultura, você sequer deveria ter cogitado produzir algo para o Grupo. Quando os produtores começarem a levar a sério a cultura e o impacto na economia, quando não pensarem apenas em seus egos e contas bancárias, talvez a coisa mude.

    • Na verdade, você tem uma BOA parcela de razão… Levei o projeto para lá porque sempre tive uma relação boa com um dos sócios (não o que tentou me ameaçar). Quando eu cheguei lá, consegui um acordo muito justo. E, durante esse ano, é que a minha relação com o Grupo foi se deteriorando. Eu sinceramente julgava o Grupo consciente e capaz (provavelmente era dos últimos) my bad…

      Por mais que a fama do GM fosse essa, eu realmente, por ingenuidade e pela boa relação que tinha com um dos sócios, sempre os defendi, achava que “não era bem assim” até por que, por motivos óbvios (que são tão baixos que eu não poderia acreditar) essas histórias nunca corriam publicamente… Ninguém nunca tinha “reagido assim” como eu bem falei.

      Mas em todo caso, não acho que o caminho seja o boicote, ainda acredito que o Grupo não é para ser demonizado, e sim cobrado, ou, como disse o outro sócio “encostado na parede”

      O bom funcionamento desses espaços é vital para a cidade, e não é porque o GM se apropriou de soberba e de uma postura MAFIOSA, a partir do poder constítuido, que ele deve ter os méritos (e eles existem) esquecidos.

      Isso é uma cobrança, não uma guerra.

      Não quero que o Grupo Matriz vá a falência, quero só que ele respeite músicos, contratos e artistas. Assuma o conselho do Tio Ben (como citado acima) e saiba que com grandes poderes vem grandes responsabilidades.

      E sobretudo que eles aprendam a ter a humildade de negociar e ouvir os produtores, de quem eles dependem integralmente.

      abs

  57. Meu respeito ao Paulinho Guitarra.

  58. a gente aluga estudio para ensaio, os musicos deixam de tocar em outros eventos, conseguimos participações especiais e, poucos dias antes, tudo é cancelado sem a minima chance de conversa… e isso acontece com vários artistas e bandas no rio de janeiro!

    o problema não são os gastos e sim a falta de compromisso e consideração desses grupos.

    é uma galera que monopoliza o artistico no rio e, como sao donos de varios espaços, fazem o que querem e muitos ficam com medo de se manifestar e perder a boca!

  59. desculpe pedro! quem postou aí em cima fui eu, paulinho guitarra. mas tudo bem, tamo junto mesmo!

  60. Acho simplesmente nojenta essa postura do Grupo Matriz.
    Já aconteceu comigo de fechar um show no Cinematheque com 1 mes e meio de antecedencia, e aí no dia do show, chego na casa e me deparo com um evento de poesia, um lançamento de um livro cheio de pessoas recitando poemas, e nos chamando de ”O Pessoal do Rock”….”O Pessoal do Rock ” quer tocar minha gente…hahahahaha…me senti como um idiota…
    Nao sou carioca, sou do interior paulista, mas moro aqui no Rio e tenho muito amor pela cidade , e sinceramente, nunca vi uma cena cultural tão corrupta como aqui.Cheque calção??Garantir um mínimo?? o que é isso??
    Como os artistas vão crescer se tem que arcar com um custo que não deveria ser deles??
    ainda por cima, nem uma estrutura favorável nós temos…os amps sempre são podres, fora quando não tem som…como é o caso do Pista 3…enfim…é lamentável.
    Acho que esse ocorrido serve para que toda a classe artística que vive essa merda pare e reflita sobre sua postura.Se o pessoal do Grupo Matriz quer ganhar dinheiro??pq não abriram uma empresa funerária??um restaurante??um mercado??uma loja de roupas??? querer encher os bolsos em cima dos artistas da cidade é horrível…Deveriam estar do nosso lado, nos ajudando a crescer, a fazer do Rio de Janeiro uma cidade que produz cultura como nenhuma outra…Não podemos ficar nas mãos dessa galera…

  61. Deixo aqui meu apoio à sua causa e às atitudes tomadas. Não há muito mais a ser acrescentado e a maioria das minhas opiniões já foi citada em algum comentário acima.

    Lembro apenas que não é só em situação de monopólio que esses abusos acontecem. Me lembro de quase ter que pagar “couvert artístico” (entre aspas pois a banda não recebeu um tostão) em um show da minha banda. A cobrança só foi retirada depois de ameaças de chamar a polícia e ainda tivemos que ouvir do dono da casa que éramos abusados e que não sabíamos apreciar a oportunidade que estávamos recebendo (de tocar num buraco fuleiro que não cabia nem a banda toda no palco. Eu toquei encostado na parede com o baixo praticamente em pé!).

    É a inversão de valores que a Letícia se referiu. E é um defeito que permeia todos os níveis das relações contratantes/contratados, não só no mundo musical e cultural. Já cansei de ser tratado em restaurantes e lojas como se as pessoas estivessem me fazendo um favor.

    Estou bradando seu caso aos quatro ventos (e-mail, Buzz, Facebook e Twitter).

    Grande abraço!

  62. Pois é! acho engraçado como pro Pedro _que quem conhece sabe que adora aparecer_ o GM sempre foi td de bom durante 1 ano e de repenete viram os porcos capitalistas mafiosos uhauhauha. tá me cheirando a xilique. E pior que o Paulinho Guitarra ainda entrou de gaiato. Ia fazer um show num lugar xexelento com um produtor de merda. se livrou de boa paulinho!

    • 1- Se você me conhecesse, ou tivesse estado ou perguntado qualquer coisa sobre o Grupo Matriz, veria que durante o último ano INTEIRO, eu reclamei, chegando a agora ao absurdo dessa situação extrema.

      2- Dizer que eu comprei uma briga desse tamanho para aparecer é estúpido, eu não jogaria um ano de projeto fora para “aparecer” Cheguei a dar um ridículo prazo de 24 horas para a Matriz voltar a negociar antes de que eu me pronunciasse publicamente .

      3- Se você olhar as opiniões acima (inclusive a do Paulinho) você vai ver que a usa agressão é uma opinião isolada.

      4- Eu entendo que um músico, ou um produtor, que tem medo de perder o espaço no Grupo, se manifeste ,de maneira anônima. Mas você ter medo de dar ESSA opinão E mostrar a cara ao mesmo tempo é bastante significativo, não?

  63. Por que “vocês” continuam a se submeter ao Grupo? Isso rola há anos, todos perdem, só eles ganham. Sou apenas frequentadora, mas não vejo pessoas tentando fazer nada diferente, aí fica fácil entender o tal monopólio…
    Basta um abrir a boca, pra todos, de forma anônima, criticarem. Isso tb explica mta coisa, além de deixar claro que quase ninguém sugere algo, sempre com as mesmas e antigas reclamações.
    Pedro, muda a cena: gasta esta energia em algo efetivamente a seu favor, num local em que vc consiga ser respeitado e tenha oportunidade de garantir seus direitos, um ambiente que lhe dê tesão de produzir! Se todos fizessem isso, alguns sócios deixariam de apenas coçar o saco e ficar mandando mensagens idiots e infantis em sites e comunidades do grupo, rs.
    Abraço.

  64. nao mostro a cara pq te conheço muito bem a muitissimo tempo e nao quero confusao. temos muitos amigos em comum e tal e sei o quanto vc é um mala! pro gm to cagando tb

    • Olha só, queridão.

      Eu tenho um milhão de conhecidos em comum com os sócios do Grupo Matriz, por algum acaso, TODOS com os quais eu tive contato, me dão razão. Eu não queria arrumar confusão, mas fui OBRIGADO a isso. Você não mostra a cara porque seu comentário é pessoal, agressivo, e vazio. Eu ser chato ou maneiro não dá direito a ninguém de promover quebras contratuais (que como os comentários bem dizem são frequentes) Que é o ponto da discussão.

      Isso não é uma brincadeira entre amigos, não é uma bobagem, é trabalho.

      Você não mostra a cara porque quer me agredir, mas não quer mostrar o covarde pelego que você é para os “muitos amigos” em comum que nós temos. Se você não quisesse “arrumar confusão” ficava quieto.

      Posso ser mala, mas não sou nem burro, nem covarde. Por isso tenho pouquíssimos amigos (nenhum que se relacione com vermes do seu porte) , logo, não diga que vc me conhece, é pretensão vinda de gente que me vê por aí e acha que sabe o que eu penso, como eu penso, e fica se preocupando com o que eu faço ou deixo de fazer por ter uma vidinha medíocre.

      Se quiser fazer mais algum comentário, tenha ao menos a decência de mostrar a cara.

  65. Pedro (e todos que já começaram a escrever, ou pensar em escrever, respostas cabulosas),

    Ataque pessoal, críticas sem intensão de melhorar ou acrescentar à discussão e pura violência verbal não merecem resposta…

    “Don’t feed the troll”

  66. “Não conheço bem as inúmeras realizações do Pedro, mas imagino que sejam sensacionais. De qualquer forma, parece óbvio seu objetivo nesse episódio. Nós do Grupo Matriz não vemos problema nenhum em ajudá-lo nisso. Que todos conheçam e aplaudam Pedro Rios Leão.”

    • Meus amigos, não é uma questão de quantas realizações pousam em meu currículo. Eu poderia não ter nenhuma realização, isso não lhes dá o direito de sair pisando no meu pescoço e desrespeitando novamente, músicos, produção e público.

      Essa acusação é simplesmente ridícula, se você é do Grupo Matriz, você sabe o quanto eu IMPLOREI para não ter que comprar essa briga, para negociar.

      trechos dos emails, antes que eu comprasse a briga e depois de ser ignorado:

      “acho que deveríamos, eu, você e Jane sentar para conversar.”

      “Meu sonho é só fazer as coisas funcionarem, eu só quero amor e paz…mas não aceito a PAX imposta pelo Grupo.
      Na adversidade e no erro são onde nós temos as melhores chances de demonstrar hombridade, e eu falo isso porque já errei bastante.”

      “cansei de debater para ser ignorado e intimidado.

      o que você quer?
      o que você propõe?

      O que o grupo Matriz vai fazer?

      Quer conversar cara a cara? ”

      “Estou muito preocupado com o bem estar do Paulinho (que está sendo mais depreciado ainda com a demora na adoção de uma postura conciliatória por parte da casa)

      É muito ruim esse constragimento pelo qual nós estamos passando, tendo que sofrer críticas e sendo intimidados por querermos o direito de gerência dos nossos projetos e respeito ao nosso trabalho

      O feriado é depois de amanhã. A Jane já se viu obrigada a retirar o anúncio do evento no site.

      Teremos conversa? Teremos acordo? Teremos retratação?”

      “Assombra-me essa escolha do Grupo, que só prejudica ao máximo todos os envolvidos.

      Darei o prazo de 24 horas para começar a me expressar publicamente sobre o assunto.”

      Não por outro motivo, a tentativa do Grupo Matriz de comprar o Paulinho com show no Odisséia ou no Cinematheque foi frustrada. Porque demonstra uma prepotência monstruosa em não reconhecer o erro e uma GIGANTE FALTA DE CARÁTER.

      Não por outro motivo, Paulinho Guitarra, profissional respeitadíssimo, com décadas de estrada, que acompanhou todo o debate através dos emails, se posicionou firmemente ao meu lado, declarando repúdio as atitudes do Grupo Matriz.

      Como eu avisei nos emails ao grupo, ao consultar o meio vi que a minha opinião não representava uma opinião isolada, por isso a repercussão. Não estou difamando ninguém estou relatando um acontecimento, com fatos.

      Não estou desmoralizando o Grupo, com adjetivos e suposições.

      Quem adota postura desmoralizante, em cima de alguém mais fraco, numa tentativa desesperada de defesa, não pode estar certo.

  67. A coisa já rola há anos e anos, vc acha que realmente será quem fará alguma diferença?
    Pois pergunto aos amigos anônimos, não anônimos, qq um: por que quem sempre soube, viu, lidou com tudo de ruim referente ao GM, jamais fez alguma coisa? Coação? Falta de que? Na hora de copiar festas, perder a personalidade musical pra ter fila na porta durante 3 meses e dps rua, tocando ou se apresentando num local tão horroroso e precário quanto a P3, ninguém reclama, só depois, então acho digno que todos aqueles que não estão satisfeitos e tenham preguiça ou falta de talento pra criar e procurar coisas novas, manter festas por anos e anos, inovando etc, que estes “peçam pra sair”, porque a ‘cena carioca” além de não precisar de monopólios de grupos infantis, tb não merece um monopólio de aspirantes a dj/produtor e afins de péssimo gosto.
    Além disso tudo, não precisamos que todos levem tudo pro lado pessoal, incapazes de aceitar ou crescerem com qq tipo de crítica.
    Pedro, há os anônimos que vc julga serem vermes, terem vidinhas medíocres, mas muitos colegas ou amigos seus pensam o mesmo de ti, mas calma, isso não é exclusividade sua, isso é absurdamente normal.
    abraço!

    • Eu gostaria de servir de exemplo sim, mas mesmo que não sirva, ou que não faça diferença como um todo. Sei que não serei pisado e humilhado sem cobrar o que me é devido.

      Ninguém reclama, porque quem o faz é retaliado, recriminado, desmerecido e desmoralizado…

      Porque antes que alguém tivesse feito, há a intimidação.

  68. Pedro Perdigão, na boa, onde estão as críticas construtivas??? Nunca existiram da parte de quem lida diretamente com quem paga ou produz, isso tá na mesma há anos…

  69. @ Sa: Não entendi… de verdade.

    Meu comentário da crítica construtiva não foi com relação ao post do Pedro Rios ou à história toda (esse está mais em cima), foi com relação ao comentário “Putz II”, que eu não acho que ele deveria ter respondido pois o cara não fez nenhuma crítica construtiva e, na minha opinião, deve ser ignorado.

    Nunca eu iria sugerir que um absurdo desse (a atitude do GM) fosse ignorado.

    Abraços.

  70. @Pedro, quis dizer de forma geral, ou seja, sempre senti falta de sugestões, sabe? Apenas criticar nunca levou a nada, muito menos quando alguns sócios do grupo, respondem (qdo respondem) ao seu público de forma irônica, ofensiva e infantil. Sinto falta de pessoas com personalidade, cansa ver o crescimento e a rotatividade de festas, com frequentadores que, bom, prefiro não comentar nada além de “lamento”, pois odeio rótulos, não acho que seja algo generalizado, e sim cultural, infelizmente e da pior forma possível!
    Abraço!

  71. Cara, é triste ver essa situação e lembrar de um texto do Leo Feijó numa edição recente da Billboard brasileira (com a Byoncé na capa), defendendo – enaltecendo, na verdade – o mercado de música independente.
    O pior de tudo é o grupo não se manifestar.

  72. Pois então, Pedro, se todos sabem das recriminações, intimidações – que mais parecem coações, visto ninguém nunca fazer nada que mude tais atitudes, por que continuam fazendo parte deste todo? Este ciclo vicioso é antigo, é podre, mas existe pq quem realmente deveria tomar partido, não faz nada. E não é pra garantir o “leitinho das crianças”, visto que são raras as (boas) festas que duram anos e anos. Aí, fica fácil de perceber também que, mesmo lidando com um grupo arrogante e desmoralizante, como dito acima, certos profissionais conseguem “projeção” maior ficando um tempo e dps levando patada, o que seria uma razão pra aturar tudo isso, e não procuram outras alternativas.
    Todos perdem com isso.
    Abç.

  73. Falta de respeito total, falta de profissionalismo e falta de vergonha na cara é pouco , é muito importante todos marcarmos os nomes dos responsaveis na lista negra !

  74. Olá Pedro, recebi seu email pela minha amiga Juliana, que te conhece, já que ela sabia que eu gostaria de saber de mais um problema de “indiGESTÃO” do Grupo Matriz, que só sobrevive pois não existe competição forte no ramo em que atua. É impressionante como os gerentes são incompetentes, os seguranças e bartenders são mal educados, como as filas de entrada e do caixa são mal organizadas, como os banheiros são podres…enfim, e mesmo assim continuamos frequentando, pois existem alguns bons DJs no Grupo e pq não há muitos outros lugares para se ir. Já enviei um email sobre um incidente no Drinkeria Maldita, mas recebi apenas um obrigado pelo feedback e lhe daremos um retorno, mas até hj não recebi nada – ou seja, pelo visto a falta de respeito não é só com os profissionais que lá atuam, como também com os próprios clientes. Enfim, nenhum império dura para sempre, e hoje vemos algumas festas saindo do Grupo Matriz para ter êxito em lugares limpos e com melhor atendimento, sem haver exploração dos artistas e DJs. Essa auto-confiança e arrogância deles irá levá-los a vários fracassos. Tenha fé, não deixe isso te abalar e não perca seu idealismo. Um abraço e boa sorte!

  75. Amigo, vc assinou algum contrato? Ficou em constante comunicação com o escritório do Grupo acerca dos detalhes do seu evento durante o processo de divulgação? Duvido, pois caso contrario não aconteceria esse tipo de coisa.. sei q uma coisa nao justifica outra mas, como produtor confirmo que essas medidas, não só com o Grupo, mas com qq outra casa do RJ ou de qq outro lugar, minimizaria esse descuido da parte do contratante como do contratado.
    Veja bem, não estou defendendo ngm, apenas apontando detalhes que uma boa produção otimizaria em percalços e desentendimentos possíveis ao longo do processo.
    Boa sorte.

    • Durante todo o ano de 2009 eu fiz visitas constantes ao escritório do GM, tentando travar essa comunicação, que para mim era fundamental. E sempre pressionava para assinar os contratos, que NUNCA eram entregues.

      Fui constantemente hostilizado por esse hábito, acusado de “reunionismo” etc etc… Resolvi relaxar, até para amenizar a relação com o Grupo.

      Assim que essa história começou (antes de vir a público), mandei e-mail para mais de 20 produtores para consulta-los, e NENHUM, principalmente em projetos de longo prazo (o meu foi semanal por um ano) assina contratos sempre. É prática do Grupo.

      Tenho inúmeras provas que acusam o “acordo tácito” que existia nessa relação profissional, além de email CONFIRMANDO a data.

      Brigado pela preocupação, mas esse não é um problema.

      Além do mais, o ponto central deixou de ser a questão da marcação em si para ser a postura desmoralizante do Grupo, se recusando a ser questionado.

      Eu, como alertei por e-mail ao Grupo, não estava tratando de uma amizade, tratava de uma relação comercial, da qual uma das partes não pode simplesmente se retirar, de forma descontrolada, dizendo que “eu não falo mais com você”.

      O problema central não é a simples quebra de contrato, mas os danos morais e o a postura profundamente lesiva ao trabalho que escolhi para mim e no qual eu investi pesadamente durante um ano.

  76. Para quem acha que sabe… tristão, bicho.

    “Entendo Marcos,

    Eu aceito negociar um mínimo e continuar com o projeto (para o qual eu vejo futuro).

    Até porque não me interessa um projeto quinzenal, acho que nas úlltimas datas fomos prejudicados pelo vazio das duas datas pós-paraphernalia até que eu conseguisse fechar um acordo que fosse´capaz de atrair novamento o público semanal, criando o hábito das quartas.

    Mas queria negociar isso pessoalmente, para poder fechar tudo com você, sem confusões, de início e evitar desgastes entre nós.
    Posso cobrir um aluguel, mas para transformar essa noite na pequena engrenagem de música independente que nós podemos fazer (promoções, uso e funcionamento da casa, divulgação, etc.) eu preciso da sociedade de vocês.

    Me sentiria muito mais confortável em, novamente, arriscar o meu bolso (para aliviar o de vocês) caso eu pudesse contar com uma série de ações simples por parte grupo, ou pelo menos tivesse o direito de coloca-las como um novo início, de forma mais efetiva e amistosa.

    Abs,

    Pedro.

    Em 27 de maio de 2010 17:15, Marcos Corrêa escreveu:
    Pedro, tudo certo para a temporada do Paulinho Guitarra, mas o Rabotnik não vamos poder continuar com o mesmo acordo.

    Infelizmente estamos numa situação complicada, não podemos abrir a casa sem garantia mínima para cobrir os custos, entende/um projeto
    – Ocultar texto das mensagens anteriores –

    abraços

    Marcos Corrêa
    Casa da Matriz Produções
    R. Henrique de Novaes, 55 – Botafogo
    CEP:22281-050
    Matriz On Line

    De: Pedro Rios [mailto:pedroriosleao@gmail.com]
    Enviada em: terça-feira, 25 de maio de 2010 14:14
    Para: Marcos Corrêa
    Assunto: Re: rabotnik

    Opa,

    Então. Em junho vai sim. Vou fazer o projeto chamado “Quartas na Pista”

    Nos dias 9 e 23 Rabotink (60%)

    E nos dias 2, 16 e 30 Paulinho Guitarra and the very very cool cool band. (100% com 400 de aluguel)

    Em breve te mando a arte do anúncio para revista, mas não paute o fechamento por minha causa, não me importo se sair só em julho (não fechei ainda porque estou juntando apoios ainda)

    abs

    Pedro.

    Em 21 de maio de 2010 16:42, Marcos Corrêa escreveu:
    Pedro, vai continuar em junho?

    Marcos Corrêa
    Casa da Matriz Produções
    R. Henrique de Novaes, 55 – Botafogo
    CEP:22281-050
    Matriz On Line

  77. Antes de escrever o que vou escrever, quero deixar claro que a minha opinião abaixo não apóia inteiramente nenhum dos lados desta discussão. Acredito que este seja um problema entre duas partes, que no final das contas, será resolvido apenas entre as duas partes.

    No entanto, ficou claro que a atitude do produtor Pedro Rios inspirou uma série de outras críticas e acusações em relação ao Grupo Matriz, como sendo responsáveis por problemas que, na minha opinião, não são só do Grupo Matriz.

    Inclusive, sabendo que a publicação do meu comentário depende da aprovação do moderador, peço desculpas por não me focar no tema abordado aqui.

    Assim sendo, eu gostaria de acrescentar um ponto de vista pessoal sobre o tema “cena independente carioca” em geral.

    Acredito que esse cenário complicado em que vivemos e trabalhamos, é reforçado não apenas pelas casas de shows, mas por todos nós. Se estamos usando a palavra “independente” não podemos alegar que todos os problemas vem apenas do fato de sermos dependentes de algo. O mercado alternativo só cresce de acordo com a importância e o valor que damos à esse meio cultural como um todo e o RJ ainda está muito fraco nesse quesito.

    Nós, como público, artistas, produtores e profissionais diversos que trabalham nas festas alternativas, também contribuímos para que as condições continuem do jeito que estão (mais complicadas do que deveriam).

    Para ser mais concreto, vou dar apenas um exemplo: A opinião geral é de que as festas alternativas devem ter ingressos baratos, não importando se estas têm mais ou menos atrações do que festas com a faixa de preço considerada “razoável”. Sendo assim, basta pensar um pouco para concluir que todos os envolvidos devem colaborar, trabalhando duro pelo mínimo valor possível, da forma mais “amigável” possível, para que o projeto consiga obter um lucro mínimo, necessário para se sustentar (pagar todo mundo e continuar acontecendo).

    O resultado disso é uma cena que tem suas bases em uma espécie de política de boa vizinhança e não de profissionalismo. Ser profissional, às vezes, também é saber ser chato. Só que ao ser chato, arrisca-se deixar de ser “gente boa”, o que infelizmente por aqui vale muito mais.

    Tentar ir contra todo um padrão de mercado que se criou e se perpetua nas atitudes de cada um, se tornou praticamente impossível. Qualquer mercado se move como um organismo, uniforme. As mudanças são lentas e graduais, pois precisam de repercussão em todas as suas partes.

    Estamos numa boa fase de mercado, que não é infinita e infelizmente, as mudanças estão lentas demais.

    Temos destaque na mídia, público, interesse por parte de possíveis patrocinadores, artistas de todos os tipos e…um cenário complicado para trabalhar. Por que será?

    Antes que essa discussão (sobre o que houve entre Pedro Rios e Grupo Matriz) acabe, eu gostaria de levantar essa questão: Estamos nos esforçando o bastante para mudar tudo isso?

    PS: Me desculpo outra vez por ter utilizado esse espaço para expressar minha opinião sobre o contexto geral da cena e não apenas sobre o problema apresentado nesse blog. Fiz isso pois acredito que os temas tenham uma relação muito próxima, que não deveria ser ignorada.

    • Raoni,

      Só lembrando que antes de produzir o paraphernalia, ainda no inicinho de 2009, eu tentei reunir todos os produtores numa iniciativa de defesa de classe e acabei, sumariamente ignorado.
      Você tem talento, respeito e ponderação para fazer isso… eu não tive.

      Até que o mercado, ou a justiça (daqui a 5 ou 10 anos), me provem que eu não preciso massacrar os meus príncipios para sobreviver, eu deixei de ser produtor.

      daqui a uns

  78. Pedro, muito obrigado pelos elogios.

    Porém eu não acredito que essa seja a solução, pois essa seria apenas uma troca de um grupo por outro o que não muda o problema geral ao meu ver. Fora que há 10 anos atrás, por exemplo, “reunir todos os produtores” estava fora de cogitação, pois grande parte deles vivia tendo pequenos conflitos. Em 2009, quando você tentou, era mais fácil criar um diálogo entre nós, a cena está mais unida hoje, mas esse fenômeno é muito recente e os interesses ainda se divergem. É difícil até mesmo fazer uma festa com vários produtores.

    Meu ponto é que nessas horas, esquecemos dos poréns. A justiça e o mercado teoricamente, levam em consideração esses poréns e exatamente por isso agem lentamente.

    E um porém importante é que nós não valorizamos o nosso produto (sim, produto) como deveríamos e depois ficamos reclamando do fato de que nos tornamos “ratinhos” e os empresários, que são um pouco mais calculistas, se tornaram “elefantes”.

    Nos comportamos como ratinhos o tempo todo.

    Tomamos, individualmente, atitudes que desvalorizam o nosso produto, em vez de sermos exigentes, quando na realidade, fazemos parte de um meio cultural muito valorizado nos dias de hoje.

    Tudo porque para a maioria nós, o mais importante é tocar, se divertir, reunir os amigos, mostrar o trabalho de tal artista. Ou seja, são questões mais pessoais do que profissionais. Não que eu seja contra fazer isso por amor. Pelo contrário: eu acho que quem ama, tem que cuidar e muito, daquilo que ama.

    Enfim, fica difícil vender nosso trabalho dessa forma, fica difícil obter lucro com isso e talvez por essa razão, as condições para realizar esse trabalho sejam tão ruins para nós, quanto é também para todos os envolvidos, incluindo o Grupo Matriz.

    Com essa atitude você está combatendo esse ciclo vicioso e eu acho isso muito importante.

    Mas devemos lembrar de que somos parte desse “sistema” e quem sabe, possamos mudar um pouco nossas próprias atitudes em relação ao nosso trabalho, já que os resultados (acordos ruins, condições ruins das casas, por exemplo) estão sendo insatisfatórios.

    Esse é meu último texto aqui, visto que gosto de fazer mais do que falar, detesto argumentar mais do que o necessário e raramente posto um texto tão longo em algum lugar. Mas estou fazendo isso por considerar esse tema mais do que importante, considero vital.

    Boa sorte Pedro, eu gostaria de ver mais produções tuas por aí, você é um cara esforçado e com muita boa vontade. Espero que volte a produzir através das mesmas motivações que fizeram você começar a trabalhar com isso.

    Abs!

  79. Acusar, é fácil. Mas duvido que qualquer um de vcs queria estar na pele do socios do grupo. problemas, todos tem, erros todos comentem. Mas conseguir levantar a cena cultural carioca, e ter varias casas de cultura alternativa no RJ, é tarefa pra poucos, muito poucos… Se esses 99 e-mails tivesses algum fundamento que não concordar ou discordar.. Mas todo mundo quer ter opinião, achar solução é mais difícil. Não trabalho com produção, mas curto a noite. A diferença entre RJ e SP, é que lá a grana circula. Aqui não… Com isso, todo mundo fala mal do GM, mas carioca sofre de vipismo. Ninguém consome, tenta sempre entrar de graça, e se os caras não tem grana pra se sustentar, é um problema deles.. Errado!
    Ao invés de acusar, se cada post desse constasse um incentivo, a história poderia mudar..
    O mal do Rio são os cariocas…
    cancelamento de datas, existes pros dois lados. Se o Paulinho fosse convidado pra tocar com um medalhão, duvido que ele deixaria de ir, pq faria um show no cinemateque, que 30 seriam vips, 50 amigos, e 2 pagantes…. A melhor maneira de entender uma questão, é se colocar no lugar do outro…
    Viva o GM!!! com todos os problemas, é o unico grupo completamente carioca, sem incentivo, a fazer cultura, e movimentar a cena. Se não fossem eles, pós o fim do Balrrom, o q seria de nós? vcs reclamam de barriga cheia.
    Merecem mesmo ir perdendo todas casas que se preocupam em ter um conteúdo de qualidade. Foi o balroom, foi o mistura, foi o posto 8, foi o estrela da lapa, e vai continuar indo pq ao invés de agir. Vcs querem apenas constestar, agredir e ser vips… cambada de classe merdia mimada e invejosa..

  80. ainda não postou?!?! não acredito… Quanto medo, hein. Vou fazer um blog pra começar a falar mal de vc tb. Começando pelo texto que vc não publicou, pq é covarde.

    • Vou responder os 4 comentários só por aqui.

      a) Pra que tanto tititi? Não, cancelamentos não EXISTEM para os dois lados e eu já tomei prejuízo por causa disso porque fui honesto. Quando em 2006 dois djs da minha festa brigaram QUINZE DIAS (e não cinco) antes da data e o GM me obrigou a manter a data, sem contrato, eu mantive. É difícil ser garçom, mas ninguém perdoa o garçom desonesto por isso. Mais difícil ainda ser flanelinha, mas esses são apedrejados. Só uma cabecinha muito servil mesmo, incapaz de fazer concordância de número, das que brotam como fungos (os malditos cariocas acomodados que são o problema do Rio) mantém essa visão estreita de perdoar o empresário desonesto porque é difícil ser empresário. É importante agregar, mas você não seria tão benevolente com um pobre coitado que te batesse a carteira.

      B) O Grupo Matriz (via léo feijó) abriu sim espaços para cultura, através da percepção do Playboy sócio dele de que poderia enriquecer industrializando os hábitos fanfarrões e alcoolismo dos coleguinhas da ECO. Só acho que isso atingiu um ponto de mal funcionamento que no meu caso, acabou degredando o meu projeto de cultura em si, como percebi que isso não era “porque eles não iam com os meus cornos” e sim, como, falei, endêmico, e depois de MUITO tentar conversar em nível privado, comecei o tititi.

      C) Não publiquei o seu comentário, porque essa história já me deu no saco, e a pouca manifestação virtual que eu fiz nas últimas semanas foi via e-mail. Não vi facebook, orkut, e por motivos óbvios, deixei o blog de lado (se você reparar a minha última postagem é anterior ao seu primeiro comentário)

      D) Eu não comecei esse blog para falar mal de ninguém, alias, ADORO falar bem das coisas (até me defendo disso no post sobre o tono)

      E) Se você abrir um blog para me chamar de covarde, fique a vontade, mas para não parecer ridículo (como parece aqui), assina com o teu nome na hora de expressar a sua opinião. Por isso eu sou agredido, porque como me ensinaram coragem é ser honesto com o que vc pensa e ter peito aberto para isso.

      • pedroriosleao

        F) O Paulinho, nessa história, continua tendo projetos comigo e recusou as ofertas do Grupo, OK? Então antes de apostar alguma coisa, tenta saber oq está acontecendo.

      • pedroriosleao

        G) O grupo matriz se gaba de ter faturado 6 milhões no programinha da globo news, eu perdi 10 mil reais em 2009 para fazer o Paraphernalia sair na capa do JB e ter meia página do segundo caderno. Quando a assessoria de imprensa do grupo se recusou, e disse isso na minha cara, a trabalhar. Eles tem problemas de administração porque são incompetentes e sem vêem no direito de ser (para que melhorar ganhando 6 milhões por ano?) Então sim, eu ADORARIA estar na posição deles, só talvez nunca seja “malandro” o suficiente para isso (isso que vc dá a entender como competência)

  81. Estou de saco cheio dessa história, meu advogado pensa nela por mim.

    Não me sinto obrigado a prestar mais esclarecimento nenhum.

    Beijos

  82. Fazer 6 milhoes tirando a alma dos Djs e produtores é mole! Diferença de SP pro Rio são muito mais complexas do que apenas o “Vipismo”, que realmente é um problema grave. O grupo tem suas qualidades, mas na minha opinião a maioria esta ligada ao lado economico e não cultural ou ao deselvolvimento de uma cena dita “alternativa” (até pq não vejo nada de vanguarda na maioria das festas que tocam Madonna, Britney, etc sem um comprometimento com o que há de bom e de novo na cultura “Dancefloor”).

    ABS!

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